Chegada das Aves!

Chegada das Aves!

? Onde estão os meus cadernos?

Procuro-os dispersos, na dispersão dos muitos "quereres" soltos, sobrepostos, inquietos ... Ser poético! Poema vivo!

Tentativas de palavras que tragam à superfície o "eu", os "eus", nocturnos, submersos, que me habitam!

As teias que procuro tecer ... encontram e desencontram-se dos fios frágies, luminosos, que se enrolam, fogem, ou simplesmente efémeros deixaram de existir ...

Habito para além do corpo, do meu corpo, um tempo arquétipo povoado de seres mágicos, poéticos, que abraçam as pedras e as transportam sem descanço, até ao alto da montanha, onde rezam, choram, amam até à combustão do corpo ... e à chegada das aves!!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Ideia bacoca, para um poema visual


      I

um plano
uma base plana e rígida onde foram agrafadas, a lanço, e com profusa densidade, as flores,
flores vermelhas, todas vermelhas, um campo rubro,
de rosas? papoilas?, dálias?
vejo-as barrocas e sensuais, ...de tecido, macias ao tato!
sangram! (aos olhos)
num ponto definido pelo acaso, ou quiçá alinhado com um secreto lume da alma,
em jeito de nota dissonante, um malmequer do monte!

!um "jardim das delícias" recolhido, em espaço contido,
perfeitamente delimitado por braços, que foram de árvore, aplainados,
aplainados e pregados!

      II

uma gaveta esvaziada de memórias e resgatada ao fogo,
forrada de tecidinhos românticos e inocentes!
quem?
as bonequinhas companheiras (sem ser vistas ou achadas!)
de meninices prontas 
ou continuadas?
as bonequinhas, uma a uma vão-se ajeitando, apertando, sobrepondo,
conformando na gaveta,
ah! um fundo de memórias!
por fim, prega-se as memórias à parede, para que nos dias lisos e planos
sopre alguma brisa de doce ternura ...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Dada Beat: Biografia

Eu estava lá!Foi um momento verdadeiramente espantoso!com uma energia e uma poética avassaladoras!|

terça-feira, 27 de julho de 2010

"Histórias improváveis"

O encontro de
Um garfo e um girassol
Um cotão e um anel de noivado
Um cão rafeiro e um chapéu de plumas
Um livro e uma agulha de passajar
Um cajado e o pé da mesinha de cabeceira
Uma tigela e um rádio abandonado
Um carrinho de mão e uma nuvem

...

segunda-feira, 26 de julho de 2010




Os "olhos do homem" que se metamorfoseou no animal, que acossado na sua frágil condição de humano, arreganha os dentes e eriça o pelo!
A "vítima " surpresa reage com cuidados, tentando repôr o equilíbrio orgânico da fera, forçando o apaziguamento!
!? restos de um mundo de emoções repreendidas com a violência do poder e da autoridade castradora?! Ou tão só o humano exposto, frágil, encerrado na força bruta da ignorância,  do animal!

Do outro lado do mundo, ... procuram-se asas que elevem, pinceladas de azul que acrescentem o arco-irís ... anjos e demónios, com o pretexto da luz, "a eterna procura da luz"! ... a leveza quase liberta da matéria, a tranquilidade quase liberta do confronto, o confronto longínquo, remota lembrança do animal prestino ...

domingo, 23 de maio de 2010

"nesga de azul"


da noite o brilho riscado
do céu, hoje
azul, intenso azul
cresceu ... para morrer depois
contra as linhas duras
da caixa
arrumada,organizada, sólida, pregada ...
onde não cabe o desabrochar,o renovo
fora do tempo,
do lugar predefenido
o vestido desalinhado
amoda fora de moda
do tempo inventado,
moldado
pelo sangue do poeta
...
a vida!
ficou lá
agarrada à estereotomia da calçada

sexta-feira, 21 de maio de 2010